As maravilhas da impressão 3D

Primeiro a orelha impressa em 3D, no final de fevereiro. Na última sexta-feira (08/03), cientistas divulgaram a primeira cirurgia de substituição de crânio, realizada em um americano que teve 75% do crânio impresso em 3D em Oxford.

A operaçao foi realizada com a aprovação da FDA, agência norte-americana responsável pelo controle e regulamentação de alimentos, medicamentos, cosméticos, equipamentos médicos, materiais biológicos e produtos derivados do sangue humano. Esta aprovação, que foi concedida em 18 de fevereiro de 2013, abre portas para futuras operações envolvendo a impressão 3D de ossos lesados por trauma ou doença.

A impressão em 3D está em alta na cultura popular e no design também. Em um episódio recente do sitcom The Big Bang Theory, os personagens imprimiram bonecos de cada um deles usando uma impressora 3D comprada pela internet. Em 2012, aconteceu em Londres uma feira dedicada à técnica de impressão onde os estandes exibiam guitarras, protótipos de carros, peças de decoração, roupas e sapatos, próteses…a lista de exemplos é longa e vai até onde a criatividade chegar.

A impressão 3D tem trazido grandes avanços na medicina. Uma técnica desenvolvida por pesquisadores da universidade escocesa de Heriot-Watt em colaboração com a empresa de tecnologia Roslin Cellab tem focado no uso da tecnologia para revolucionar o cenário de transplante  de órgãos.

Jason King, gerente de desenvolvimento da Roslin Cellab comentou: “Células cultivadas em laboratório geralmente se espalham em 2D, mas alguns tipos de célula já foram impressas em 3D. Contudo, até agora, culturas de células-tronco humanas tem sido muito sensíveis para serem manipuladas desta forma. Este é um desenvolvimento científico e esperamos e acreditamos que terá implicações muito valiosas a longo prazo para testes confiáveis, sem o uso de animais, e para oferecer no futuro órgãos para transplante.”

Nos Estados Unidos, 114.000 pessoas esperam por um doador. No Brasil, a fila é bem menor: 60.000 pessoas. Mesmo tendo o maior sistema público de transplantes do mundo segundo o Ministério da Saúde, a fila é bastante longa para quem espera nela. A impressão diminuiria consideravelmente problemas de compatibilidade (tamanho do órgão, por exemplo) e rejeição, pois poderia-se imprimir um coração ou um fígado projetado especialmente para o paciente.

Imprimir órgãos funcionais certamente é mais desafiador quando comparado com a impressão de cartilagens e ossos. Ao falar sobre a bioengenharia o norte-americano Joseph Vacanti lembra que  “toda célula precisa se alimentar e respirar, e cada uma precisa estar próxima de uma fonte de nutrição e oxigênio”. Mesmo assim ele se mostra otimista e acredita ser possível fabricar mesmo órgãos complexos. “As pessoas diferem quanto a este objetivo ser atingido em 5 ou 100 anos, mas a maioria das pessoas na área acredita que é uma meta realista”, ele diz.

Células humanas que foram diferenciadas para se tornar células nervosas (vermelho) fazendo conexões ativas com células cardíacas (preto). Créditos: Bruce Conklin/Gladstone Institutes

Células humanas que foram diferenciadas para se tornar células nervosas (vermelho) fazendo conexões ativas com células cardíacas (preto). Créditos: Bruce Conklin/Gladstone Institutes

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